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A tradição da isenção de taxas
Por Marla Rodrigues
A instituição de isenção de taxas de inscrição no Vestibular Fuvest foi um processo longo, pois a Fundação sempre partiu do pressuposto de isonomia entre os candidatos, mas ainda assim estudava uma maneira de poder oferecer o benefício àqueles mais carentes.
Já em 2000, o Fórum de Cursinhos pediu oficialmente à Fuvest que isentasse da taxa de inscrição todos os candidatos com renda mensal inferior a R$ 970, o que totalizaria 200 mil possíveis candidatos, mas a Fundação poderia conceder apenas 5 mil isenções para não comprometer seu departamento financeiro.
Em 2003, vários movimentos intitulados “Movimento dos sem-escola” e Movimento dos sem-educação” realizaram protestos exigindo, entre outras coisas, maior número de isenções parciais e isenção total para oriundos de escolas públicas, mas não obtiveram atendimento da Fuvest.
Em 1999, uma pesquisa demonstrava que 73,1% dos aprovados da Fuvest vinham de escolas particulares. Em 2001 eram 74,1%, em 2005 totalizavam 71,9% dos que entravam e em 2006 chegou a 73%.
Os dados revelam que os oriundos de escola pública estão em bastante discrepância com os das escolas privadas. Uma das possibilidades para explicar o problema é que eles nem ao menos se inscreviam na seleção em razão do valor da taxa da inscrição.
A Fuvest detectou o problema e passou a implementar um projeto de isenção de taxas em números crescentes:
Além de aumentar o número de isenções, elas passaram a ser divulgadas em escolas públicas e, de fato, o número de inscrições destes alunos cresceu, pois o número de inscritos pagantes continuou o mesmo.
A importância do questionário socioeconômico
O questionário que vem junto à ficha de inscrição do Vestibular serve para que a Fuvest conheça seus candidatos e verifique como ela pode ajudá-los a ingressar na USP. Um exemplo é o sistema de cotas e isenção de taxa. O mesmo questionário serve também para saber se a Fuvest está avaliando bem os seus candidatos, se as perguntas condizem com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e se o modelo das provas é satisfatório.
Outra boa ação que partiu da análise dos questionários foi o “Pró-Universitário”. Este programa, que é uma ação afirmativa da Pró-Reitoria de Graduação, orienta os estudos dos alunos de Ensino Médio de escolas públicas. Essa iniciativa incentivou os centros acadêmicos de vários cursos da USP a promoverem cursinhos preparatórios para o vestibular, não totalmente gratuitos, mas bem mais acessíveis que os particulares. Quer saber mais sobre esses cursinhos populares? Então clique aqui!
Já em 2000, o Fórum de Cursinhos pediu oficialmente à Fuvest que isentasse da taxa de inscrição todos os candidatos com renda mensal inferior a R$ 970, o que totalizaria 200 mil possíveis candidatos, mas a Fundação poderia conceder apenas 5 mil isenções para não comprometer seu departamento financeiro.
Em 2003, vários movimentos intitulados “Movimento dos sem-escola” e Movimento dos sem-educação” realizaram protestos exigindo, entre outras coisas, maior número de isenções parciais e isenção total para oriundos de escolas públicas, mas não obtiveram atendimento da Fuvest.
Em 1999, uma pesquisa demonstrava que 73,1% dos aprovados da Fuvest vinham de escolas particulares. Em 2001 eram 74,1%, em 2005 totalizavam 71,9% dos que entravam e em 2006 chegou a 73%.
Os dados revelam que os oriundos de escola pública estão em bastante discrepância com os das escolas privadas. Uma das possibilidades para explicar o problema é que eles nem ao menos se inscreviam na seleção em razão do valor da taxa da inscrição.
A Fuvest detectou o problema e passou a implementar um projeto de isenção de taxas em números crescentes:
| ANO | ISENÇÕES | INSCRIÇÕES |
2000 |
5 mil |
149.240 |
2003 |
15 mil |
161.147 |
2004 |
20 mil |
157.808 |
2005 |
60 mil |
154.514 |
2006 |
65 mil |
170.444 |
A importância do questionário socioeconômico
O questionário que vem junto à ficha de inscrição do Vestibular serve para que a Fuvest conheça seus candidatos e verifique como ela pode ajudá-los a ingressar na USP. Um exemplo é o sistema de cotas e isenção de taxa. O mesmo questionário serve também para saber se a Fuvest está avaliando bem os seus candidatos, se as perguntas condizem com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e se o modelo das provas é satisfatório.
Outra boa ação que partiu da análise dos questionários foi o “Pró-Universitário”. Este programa, que é uma ação afirmativa da Pró-Reitoria de Graduação, orienta os estudos dos alunos de Ensino Médio de escolas públicas. Essa iniciativa incentivou os centros acadêmicos de vários cursos da USP a promoverem cursinhos preparatórios para o vestibular, não totalmente gratuitos, mas bem mais acessíveis que os particulares. Quer saber mais sobre esses cursinhos populares? Então clique aqui!










